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A História por Trás das Cartas da Luz Viva

Antes de existir as Cartas da Luz Viva, antes de nascer a Cidade da Luz Viva e antes de se formar o Tabuleiro da Luz Viva, existiu uma caminhada.

Uma vida inteira tentando compreender os caminhos da alma.

Desde criança, Leonilda Scariot Decarli percebia o mundo de uma forma diferente. Ouvia sons que não sabia explicar, sentia presenças, via sombras e atravessava noites marcadas por perguntas que ninguém conseguia responder.

Na infância, ela ainda não compreendia o que vivia. Na adolescência, também não encontrava explicações. Muitas vezes ouviu que tudo era coisa da sua cabeça. Mas, por dentro, sabia que havia algo além do medo, algo que ainda não tinha nome, mas que chamava sua alma para um caminho maior.

Foi mais tarde, ao estudar os ensinamentos de São Cipriano e o baralho de cartas comum, aquele mesmo usado em jogos como a canastra, que Leonilda começou a perceber uma linguagem escondida por trás dos símbolos.

Os naipes deixaram de ser apenas figuras de jogo.

Copas revelavam a água, os sentimentos, os vínculos e o mundo emocional.
Ouros falavam da terra, dos recursos, da matéria e da prosperidade.
Espadas mostravam o ar, a mente, os conflitos, as decisões e os cortes necessários.
Paus traziam o fogo, a ação, a força, o impulso e a energia vital.

A partir dali, as cartas começaram a revelar uma sabedoria muito maior do que pareciam carregar.

Leonilda também começou a compreender os reinos representados nas cartas: o rei, a rainha, o valete, as hierarquias, os comandos, as forças de poder, os impérios e suas estruturas. Foi por esse caminho que seu olhar se abriu para as antigas civilizações, Egito, Roma, Pérsia, Babilônia e tantos povos que deixaram símbolos, templos, estratégias e formas de compreender a vida.

Nesse mesmo período, um tabuleiro de xadrez marcou profundamente sua caminhada. De um lado, Roma, do outro, Egito.

Foi jogando xadrez que Leonilda começou a entender a estratégia. Cada peça tinha uma função.

Cada movimento mudava o caminho. Cada escolha abria ou fechava possibilidades. A vida também era assim.

Foi ali que nasceu uma das bases mais importantes do seu método, a percepção de que a existência humana não acontece apenas por acaso.

Ela se move por escolhas, posições, forças, perdas, conquistas, defesas e direções.

Mais tarde, quando estudou práticas antigas, símbolos, rituais e caminhos espirituais que naquele momento ainda pareciam difíceis de compreender, Leonilda sentia algo curioso: nem sempre entendia todas as palavras, mas reconhecia a linguagem. Era como se algo dentro dela soubesse o que estava lendo.

O conhecimento parecia novo para a mente, mas antigo para a alma.

Quando chegou ao Egito, tudo começou a fazer sentido.

Dentro dos templos, diante das colunas, dos naos, das águas, das pedras, dos símbolos solares e lunares, Leonilda percebeu que estava diante de uma das maiores manifestações simbólicas da energia da vida.

Ali, o Sol e a Lua, o leste e o oeste, o lado direito e o lado esquerdo, o quente e o frio, o seco e o úmido, a luz e a escuridão, o ativo e o passivo, tudo falava sobre equilíbrio.

Os templos mostravam que a vida nasce do encontro entre forças opostas e complementares.

Do enfrentamento entre essas forças, surge uma terceira força: a criação. Assim como pai e mãe geram o filho, as polaridades geram movimento, consciência e transformação.

Foi também no Egito que Leonilda compreendeu com mais profundidade a presença dos quatro elementos.

A água, nas fontes, nas purificações, nos líquidos e nos processos de limpeza.
O fogo, nas lamparinas, nos incensos, na luz, no sangue e no coração.
A terra, nas pedras, nas paredes, nos muros, nos ossos, na estrutura e na proteção.
O ar, nos espaços abertos, nos pássaros, nas janelas, na respiração e no movimento invisível da vida.

Tudo estava ali. O corpo, a alma, o templo, o universo.

Depois, ao estudar a Cabala, a sensação foi ainda mais profunda. Leonilda percebeu que estava dentro de uma linguagem que já vinha sendo construída em sua caminhada: caminhos, áreas da vida, forças, equilíbrio, árvore, direção, defesa, conquista e domínio.

Nada estava separado.

A infância sensível, os sinais, os medos, São Cipriano, o baralho, os naipes, o xadrez, os impérios, o Egito, a Cabala, o Reiki, os atendimentos e as experiências espirituais começaram a se unir como partes de uma mesma obra.

Ao longo de mais de 22 anos conduzindo pessoas em processos terapêuticos, espirituais e de autoconhecimento, Leonilda percebeu que muitos buscavam respostas, mas antes precisavam se enxergar.Precisavam olhar para a própria vida como um mapa.Reconhecer seus vínculos, padrões, escolhas, forças, sombras e caminhos.Compreender onde estavam, que movimentos repetiam e que direção a vida estava pedindo.Foi desse chamado que nasceu a obra Cartas da Luz Viva.Um método autoral criado por Leonilda Scariot Decarli, Tecnóloga em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, Mestre de Reiki e fundadora da LSViver Espaço Holístico.Mais do que cartas, uma obra de vida.Mais do que um tabuleiro, uma forma de visualizar a própria jornada.Mais do que uma leitura, um caminho simbólico para reconhecer direção, consciência e transformação.

Antes de criar as Cartas da Luz Viva, eu precisei aprender a ler os símbolos da minha própria vida.

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Afinal, diante dos olhos, parecia haver apenas um baralho comum, números, naipes, figuras, símbolos conhecidos por muitas pessoas apenas como jogo, mas, quando começou a estudar com profundidade, algo mudou. As cartas deixaram de ser apenas cartas. Os números deixaram de ser apenas números.

 

Os naipes deixaram de ser apenas naipes. Copas, Espadas, Ouros e Paus começaram a revelar uma linguagem escondida, ligada aos elementos, às forças da natureza, aos movimentos internos e aos caminhos da vida. Foi então que Leonilda percebeu que aquelas imagens não estavam paradas.

Quando as Cartas
Começaram a Falar

No início, Leonilda também se perguntava:

“Como é possível enxergar alguma coisa através de cartas?"

As cartas se moviam diante do olhar.

Os números pareciam ganhar vida.
Os naipes formavam cenas, caminhos, histórias e sinais.

Foi ali que comecei a enxergar viagens, escolhas, relações, perdas, encontros, doenças, conflitos, traições, caminhos interrompidos, estados emocionais e movimentos que muitas vezes ainda nem tinham sido ditos em voz alta.

Não era apenas olhar para uma carta.

Era perceber o movimento que nascia entre elas.

Como se cada número, cada figura e cada naipe formassem uma linguagem própria.
Uma espécie de mapa invisível se revelando diante dos meus olhos.

E muitas vezes, junto com a visão, vinha também a escuta interior.

Uma mensagem sutil.
Uma percepção.
Uma frase que surgia como direção.

Foi nesse momento que compreendi que as cartas não estavam ali para prender alguém a um destino.

Elas estavam ali para mostrar o movimento da vida acontecendo.

E, aos poucos, começou a nascer dentro de mim uma certeza:

As cartas não mostram o futuro.
Elas mostram os movimentos da vida.

© 2026 LSViver Espaço Holístico®. Método Cartas da Luz Viva®.

Todos os cursos, materiais e produtos autorais da Lêléo Art Atelier são protegidos por direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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